sábado, 22 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Virei peão!
Foto: Alex Sandro
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Curta Cinema 2008 - Rio

Casa de Máquinas - Maria Leite, Daniel Herthel, 5 min, Brasil, MG, 2007
Dreznica - Anna Azevedo, 15 min, Brasil, RJ, 2008
O lugar onde a neve encontra o mar. Os dias são repletos de estrelas e as noites cobertas pelo sol. Somente ao não ver é que conseguimos percebê-la. Construído com arquivos caseiros de Super 8 dos anos 1970. Uma lírica jornada por meio de imagens e sensações reveladas pela memória e pelos sonhos daqueles que não vêem.
Apesar de não ter assistido à última no próprio festival, procurei no youtube algumas outras curtas presentes na programação do evento. Esta despertou-me particularmente, ao introduzir uma nova questão que vai ao encontro do tema que mais tenho problematizado ultimamente.
A curta que apareceu na pesquisa terá sido feita por alguém que assistia à original (apesar de achar que isso não é permitido =P) e, através dela e do próprio tema sugerido pelo título (Enquadrando), recorreu a esse movimento da câmara em torno do mundo das imagens do outro, enquanto produtos do real manipulado pela sua visão, procurando afirmar o seu próprio conceito de realidade?! Poderá ser um enquadramento a partir de outro enquadramento?! De que realidade se pode falar, neste sentido? Se nem a fotografia casta, que representa selecção de tema, de centralidade e limites, e com suas cores adulteradas, reproduz o real palpável?!... Aquela outra nova dimensão multiplica identidades da imagem, sobrepõem-nas e amarra-as entre si. A segunda supera a primeira, ao cortar o todo que esta tela abrange, e assim aconteceria sucessivamente se se tratasse de mais intervenções. Neste sentido, o suposto espectador passivo, simultaneamente desconstrói e atribui uma nova plenitude à imagem. Na curta em questão, para além do voyeur filtrar a realidade do outro, que está presente apesar de alterada, ainda revela a sua própria percepção da realidade sem anteriores intermediários, ao direccionar e centrar o olhar da sua camâra directamente sobre o tema(s) que selecciona do que o envolve.
Será esta a curta em si mesma? Será toda ela o produto original, pretendendo alargar exactamente esse questionamento e, motivar múltiplas linguagens num mesmo ecrã?
Independentemente da verdade que gerou toda esta curta, a fotografia tem realidade própria. Jamais poderá ter o pretensiosismo de ser o que diz reproduzir. Essa realidade enquanto tema, ao qual a imagem pensa ser fiel, não é mais do que pretexto para se estabelecer a hierarquia entre o que se vê, quando se vê e como se vê, e o que é e existe, realmente. Só quando pretende sublinhar essa consciência deliberadamente, é que a imagem consegue ser genuína e livre.
A curta original, seja ela qual for: =P
Bildfenster/Fensterbilder (Enquadrando) - Bert Gottschalk, Alemanha 2007
No youtube:
Título: Homage
Descrição: Okviri / Bildfenster Fensterbilder, author: Bert Gottschalk Fantastična odiseja doktora Zodiaka, author: Matija Pisačić kino Europa, Animafest Zagreb 2008
Notícias de uma Guerra Particular
"Notícias de uma Guerra Particular" é um documentário brasileiro de 1999, produzido pelo cineasta João Moreira Salles. Eleito um dos melhores filmes brasileiros contemporâneos pela Revista de Cinema e vencedor da competição nacional de documentário do festival É Tudo Verdade, "Notícias de uma Guerra Particular" é um amplo e contundente retrato da violência no Rio de Janeiro. Flagrantes do quotidiano das favelas dominadas pelo tráfego de drogas alternam-se e entrevistas com todos os envolvidos no conflito entre traficantes e policiais - incluindo moradores que vivem no meio do fogo cruzado e especialistas em segurança pública. A realidade da violência é apresentada sem meios-tons e da forma mais abrangente possível, tornando patente o absurdo de uma guerra sem fim e sem vencedores possíveis.
domingo, 2 de novembro de 2008
Romboyada
Namaste Club
O tempo é interminavelmente sufocante no "banheiro" feminino. Vira o disco e toca o mesmo. Estava com esperanças de lá voltar no fim da noite para filmar a mesma fauna, mas a festa tinha outros planos. =) Teria sido no mínimo caricato ver estas meninas com a posse alterada, o rímel borrado e a vomitarem baton...mas em frente ao espelho; claro!
Lá fora a história é outra. Recorro ao meu espelho de sempre: a música. O único capaz de me reflectir de forma fiel... E quem melhor que Marc Romboy para me lembrar disso?! A noite voou. Também eu voei. E dancei como há muito não dançava e esqueci com quem estava e onde estava e que o tempo passava. Estive com quem quis estar e em todas as histórias de seres genuínos e únicos e em todos os lugares e em todos os tempos, num não lugar onde o tempo não é mensurável, num quadro sem limites, sem formas, sem contornos, onde barreiras entre memória/presente/fantasia se esbatem. Descobri que mantenho a sanidade mental psicótica do costume =P
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Rio Scenarium
Catalogado como restaurante/bar/casa de espectáculos, ao explorar diversos estatutos e relações entre objectos e a fulcral simbiose entre decoração e arquitectura, esta “casa” incalculavelmente rica e compacta, mais se aproxima a uma complexa cidade. Aliás cidade não, cidades, várias cidades e realidades.
Ao associar o invólucro da “casa”, em si mesmo, ao corpo-imagem, e o miolo à gene, experiência e memória, interpreto os patamares dessa "casa" como sucessão dos diferentes níveis da mente, evocando a construção do sujeito através da assimilação, sistematização e recriação dessa matéria viva e consequentemente a progressiva consciência do seu próprio “eu”. Como resultado nascerá a afirmação do “ser” perante a sociedade, o reconhecimento do seu lugar no mundo, e sua posterior libertação para exercícios místicos; todos estes passos materializados no expoente máximo de sua individualidade – a casa – cuja forma é moldada à sua semelhança.
Músicas, relíquias, artesanatos, parafernálias, peças de arte, histórias, lendas, parecem ter saído de baús de pessoas de todo o mundo, convivendo em simultâneo e numa sucessão de espaços circulares, hierarquizados na sequência ascendente dos diferentes pisos da “casa”; cada testemunho distinto e com seu carisma próprio, contudo.
A desconstrução do espaço é assim subtilmente feita através da associação de barreiras ocultas, subentendidas a partir de fragmentos do homem como ser caótico. A sua (de)composição clarifica as dimensões social/racional/sensorial/espiritual/criativa.
O Rio Scenarium tem demasiados intervenientes omnipresentes para ser identidade pura, consiste em demasiados depoimentos e estéticas para ser uma só casa, gera intimidade demais para ser cidade.



